PF investiga se verba de banqueiro para filme financiou Eduardo Bolsonaro nos EUA

A Polícia Federal apura se recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foram desviados para custear despesas do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A investigação foca em um possível desvio de finalidade: o dinheiro, oficialmente destinado à produção do filme “Dark Horse” — cinebiografia de Jair Bolsonaro —, pode ter servido apenas como fachada para as transferências.


Os Pontos-Chave da Investigação

Os investigadores buscam esclarecer três frentes principais sobre o fluxo financeiro:

  • Aplicação Real: Se o montante foi efetivamente investido no projeto audiovisual.

  • Desvio de Finalidade: Se o “filme” era um código para outras transações.

  • Custeio Internacional: Se parte dos valores bancou a permanência de Eduardo Bolsonaro em solo americano.

Conexões e Valores sob Suspeita

Mensagens reveladas pelo Intercept Brasil mostram o senador Flávio Bolsonaro cobrando de Vorcaro verbas prometidas para a produção. Dados do Coaf apontam que a empresa Entre Investimentos intermediou repasses; a firma recebeu R$ 159 milhões de fundos ligados ao banqueiro. Do acordo total de R$ 124 milhões para o filme, estima-se que R$ 61 milhões já tenham sido pagos pelo dono do Master.


Contrapontos e Reações:

  • O deputado Mário Frias, produtor executivo da obra, e a produtora GOUP negam o recebimento de dinheiro de Vorcaro.

  • O deputado Lindbergh Farias (PT) levantou a hipótese de que US$ 2 milhões foram transferidos para um fundo no Texas ligado ao advogado de Eduardo Bolsonaro

  • Até o momento, Eduardo Bolsonaro não se manifestou sobre as suspeitas.

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