Esporotricose em gatos: saiba identificar sintomas e como buscar atendimento em Salvador
A esporotricose, micose conhecida como “doença do jardineiro”, segue em alerta na capital baiana: só este ano, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) registrou 151 casos em gatos. Para conter a zoonose, a Prefeitura, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), mantém estrutura especializada de diagnóstico, incluindo a Unidade Móvel de Zoonoses (inaugurada em 2022), com equipe veterinária atuando na avaliação contínua de animais suspeitos. O atendimento não é por demanda espontânea: é necessário solicitar o serviço pelo canal Fala Salvador (156) e aguardar agendamento telefônico.
A subcoordenadora de Apoio e Diagnóstico do CCZ, Ivana Barbosa, reforça a importância de observar sinais clínicos como feridas que não cicatrizam, nódulos, alterações respiratórias, inchaço nasal, espirros e dificuldade para respirar. Ao identificar qualquer um desses sintomas, o tutor deve procurar avaliação veterinária.
A transmissão para humanos ocorre principalmente pelo contato com lesões ou secreções de animais infectados, mas também pode acontecer em ambientes com matéria orgânica, como solo, cascas de árvores e espinhos. Medidas preventivas simples reduzem o risco: uso de luvas e higienização das mãos durante o manejo, isolamento do animal doente, destinação adequada de cadáveres, restrição do acesso à rua, castração para evitar fugas e limpeza de quintais para reduzir acúmulo de matéria orgânica.
A esporotricose tem tratamento, e o abandono de animais infectados — além de crime — agrava a disseminação da doença. A Prefeitura oferece tratamento gratuito para tutores que comprovem hipossuficiência financeira, mediante critérios como isolamento do animal, prognóstico favorável e posse responsável. O acompanhamento é feito pela equipe do CCZ até a cura, com revisões periódicas obrigatórias.
