Moradores do Imbuí denunciam caos sonoro e ocupação irregular de via pública por bares
Barulho excessivo se estende até as 3h da madrugada, e fiscalização é apontada como insuficiente
SALVADOR, BA – O que era para ser um polo de lazer tornou-se um pesadelo para os moradores da João José Rescala, na Praça Nossa Senhora, no Imbuí. O que começou com alguns trailers de comida se transformou em uma aglomeração de bares e restaurantes que, segundo relatos, funcionam sem qualquer controle de horário ou limite de ruído. A situação, que se arrasta há meses, tem levado famílias ao desespero.
De acordo com os moradores, os estabelecimentos instalaram mesas e cadeiras além dos limites da rua, que era larga e agora se encontra estreita e de difícil circulação. O maior problema, no entanto, é a poluição sonora. A balbúrdia, com música ao vivo e o burburinho constante dos clientes, se estende regularmente até as 2h, chegando muitas vezes às 3h da manhã.
“Está um caos. Ninguém consegue dormir, não tem limite de som. As janelas vibram, é impossível descansar para trabalhar ou estudar no dia seguinte. Já perdemos a conta de quantas noites em claro passamos”, desabafa um morador que preferiu não se identificar.
Fiscalização é Questionada
A população cobra uma atitude mais efetiva dos órgãos responsáveis, como a Transalvador e a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop). Apesar de inúmeras reclamações registradas, os moradores alegam que a fiscalização é pontual e não resolve o problema de forma permanente.
“Eles [os fiscais] aparecem de vez em quando, mas não há uma ação contínua. Os bares se acostumaram e não têm medo de punição. É como se houvesse uma permissividade tácita para que isso aconteça”, relata outra residente da área.
A reportagem entrou em contato com a Transalvador e a Semop para esclarecer quais medidas estão sendo tomadas em relação às denúncias de ocupação irregular do espaço público e à perturbação do sossego. O espaço segue aberto para posicionamento das autoridades.
Enquanto as respostas não chegam e a fiscalização não se faz presente de maneira eficaz, os moradores do Imbuí seguem enfrentando noites mal dormidas e a sensação de que o seu direito ao sossego foi negligenciado em favor do comércio.
