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sábado, agosto 13, 2022

Segurança no Imbuí em debate: vereador denuncia irregularidades no Conseg e pede saída de presidente

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Segurança no Imbuí em debate: vereador denuncia irregularidades no Conseg e pede saída de presidente

Morador do Imbuí35 anos, o vereador Euvaldo Jorge (PP) é o terceiro entrevistado da série de discussões que o COMUNICA tem feito para falar sobre a situação da segurança no bairro.

Um dos idealizadores do Conselho de Segurança (Conseg) do Imbuí, criado há pouco mais de um ano, Euvaldo criticou a atuação do órgão, que considera inoperante. “Não há reunião, não há participação da sociedade, não há mais nada, a não ser o perfil no Facebook”, disse, ao reprovar a atuação do presidente do Conselho, José Jorge, a quem apoiou para assumir o posto.

O pepista promete tomar providências a fim de destituir o presidente, após, segundo ele, descobrir diversas irregularidades na gestão do conselho. “Como vereador, estou tomando as providências para que a gente possa comunicar as autoridades o que tem acontecido no Conselho do Imbuí. Foi eleito um conselho e hoje é totalmente diferente com mudanças feitas sem nenhum tipo de assembleia”, denunciou, inclusive oferecendo cópias de documentos e e-mails ao COMUNICA (ver galeria ao final).

O vereador também comentou os problemas enfrentados por moradores e comerciantes relacionados à poluição sonora, e pediu uma maior interação da Polícia Militar com a comunidade. Leia o bate-papo na íntegra.

Comunica Bahia – O senhor é morador do bairro há 35 anos. Em todo este período que mora no local, o senhor acredita que a violência no bairro aumentou?

Euvaldo Jorge – Ela vem aumentando constantemente, apesar do trabalho imenso da polícia. Nós temos aqui poucos homicídios, casos isolados; a gente tem mais aqui roubo de carro e assalto. A polícia tem feito um trabalho muito bom, o major Jarbas e o major atual, Gabriel, tem dado muita assistência às nossas reivindicações e às da população. Mas, mesmo assim, o Imbuí carece de muito mais fiscalização, muito mais atuação entre a comunidade com a Polícia Militar. Eu acredito que, como em todo lugar, a violência tem aumentado e o Imbuí não fica à margem disso, porque nós temos várias saídas e entradas aqui no bairro que facilita a chegada de marginais.

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CB – O senhor acredita que o Conselho de Segurança (Conseg) tem conseguido colocar em prática as ações a que se propôs?

EJ – O Conselho de Segurança do Imbuí não funciona. Eu participei efetivamente da construção do Conseg. Fazíamos reuniões convocando a população, mas infelizmente nós colocamos um presidente que não foi aquilo que nós esperávamos. A população está revoltada com isso e inclusive me cobrando para que façamos uma reunião para destituir o conselho atual, que nem registrado foi, e convocar outro conselho que possa trabalhar. É uma desavença só. Os diretores afastados saíram revoltados com o presidente (José Jorge). Não há reunião, não há participação da sociedade, não há mais nada, a não ser o perfil no Facebook que é colocado retrato de marginais que são presos e mais nada. Eu acho que o conselho daqui realmente é muito ruim e acabou sendo uma decepção pra mim que participei disso e a gente precisa tomar providência. Eu, como vereador, estou tomando as providências para que a gente possa comunicar as autoridades competentes o que tem acontecido no conselho do Imbuí. Foi eleito um conselho e hoje é totalmente diferente com mudanças feitas sem nenhum tipo de assembleia, conforme ata. O presidente atual achou que deveria fazer mudança e fez a critério dele, o que não é legal, e a gente está revoltado com isso e a população também.

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CB – Quais são as providências que o senhor pretende tomar para resolver a situação do Conselho de Segurança?

EJ – Depois das festas, nós vamos convocar a população, que está me pedindo para que façamos uma assembleia, para convocarmos o conselho para ele (presidente José Jorge) dizer o que é que tem sido feito em prol do Imbuí, para que a população possa tomar uma providência, porque isso depende da comunidade. Ou mantém o conselho que está aí, que já fez um ano e nada foi feito, ou então nós destituímos o conselho e convocamos novas reuniões para que façamos uma nova eleição e assim um novo Conseg.

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CB – O senhor já foi convocado para alguma reunião do Conselho?

EJ – Nunca fui convidado. Pelo contrário, foi colocado todo meu apoio no conselho e depois que ele foi eleito, eu fui afastado. Eu não consegui nem ser adicionado no Facebook do Conseg. Hoje, eu não tenho nada a ver com o conselho que está aí.

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CB – Recentemente, o senhor deu uma entrevista para a Rádio Metrópole em que demonstrou preocupação com a questão da poluição sonora no bairro. O senhor tem alguma proposta para ajudar a resolver este problema? 

EJ – A Sucom e a Prefeitura têm dado muita atenção ao bairro do Imbuí. Hoje, talvez nós tenhamos o maior point de eventos dos finais de semana, que é o de bares e restaurantes aqui. Então, muita gente que visita o Imbuí não é morador e isso traz pessoas diferentes, tanto as pessoas que vem para curtir o final de semana com a família quanto aquelas que querem usufruir da grande quantidade de pessoas, para acabar roubando. Tem pessoa que chega aqui sem o menor compromisso, abre o carro de som, faz barulho. Os barraqueiros não concordam com isso e pedem para que essas pessoas abaixem o volume do som, mas infelizmente existem pessoas que não desligam e isso incomoda os moradores. Nós estamos fiscalizando. Inclusive, eu moro perto das barracas e escuto quando tem carro com som alto e eu desço, fotografo o carro e encaminho imediatamente para Sucom, que tem vindo constantemente fazer esse embate com eles. Mas a poluição continua, assim como o desrespeito ao estacionamento, o lixo sendo jogado em praça pública e nos passeios. Então, a fiscalização tem continuar para que o Imbuí possa se tornar um bairro ainda mais frequentado pelas famílias.

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CB – No lançamento do Conselho, em julho de 2013, uma das propostas era a instalação de câmeras de videomonitoramento pelo bairro. Essas câmeras foram instaladas?

EJ – Foram instaladas pela Polícia Militar através do programa Pacto Pela Vida, do Governo. O Conselho do Imbuí não fez praticamente nada que possa ter melhorado a questão de segurança no bairro. O que o conselho precisa fazer é criar uma ligação entre a comunidade e a PM. Ele tem que mostra à polícia onde é que ficam os problemas, para que a polícia crie uma estratégia de ação e combate à criminalidade, mas eu não vejo isso no Conseg, até porque a população toda me cobra isso. Se o conselho fosse atuante, a população não me cobrava. Eu, como vereador, representante daqui do Imbuí, sou cobrado diariamente por causa dessa ineficiência do conselho. Por exemplo, no Facebook, foi colocado fotos antigas, como se fossem eventos de hoje. O vice-presidente atual, o Peter, não foi eleito como tal, e conta como vice-presidente. Não o conheço. Acho até que é uma pessoa de boa índole. Mas o fato é que nunca foi feito nenhuma assembleia com os moradores…

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CB – Como foi a criação do Conselho?

EJ – Fui ao secretário de segurança pública, Maurício Barbosa, que marcou uma reunião com o comandante da 39ª CIPM (Imbuí/Boca do Rio) e a delegada chefe da 9ª Delegacia no Condomínio Marback. Dessa reunião, saiu a ideia para nós criarmos o Conseg. O atual presidente sabe de tudo isso. Inclusive em e-mails dele (ver abaixo), encaminhados para mim, e nas gravações das reuniões, quando em uma delas, na FBE, lancei o seu nome para ser presidente do conselho e o senhor João Amaral para vice. Na ocasião, existia um movimento para mais de uma chapa e, com conversas, solicitei de todos os moradores uma composição para criarmos um conselho que fosse forte. Infelizmente, não deu certo porque João Amaral, um homem digno e honrado, que poderia ter dado uma grande contribuição, renunciou, deixando a vice-presidência em aberto, entrando o vice atual, que apesar de parecer um cara digno, está irregularmente no posto. Mas vamos lutar para colocar as coisas no lugar e, finalmente, tornar o conselho de segurança do Imbuí útil e com efetiva participação na vida da comunidade.

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Abaixo, os documentos que, segundo Euvaldo Jorge, comprovam irregularidades na gestão de José Jorge na Conseg.

LEIA TAMBÉM A ENTREVISTA COM O MAJOR GABRIEL NETO, COMANDANTE DA 39ª CIPM.

LEIA TAMBÉM A ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DO CONSEG, JOSÉ JORGE.

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Última atualização: 02/04/2015 ás 8:10 AM

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