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quinta-feira, agosto 11, 2022

Professor Uma Musica Tudo Nosso De Igor Kannario Em Questoes De Provas

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Professor utiliza música ‘Tudo Nosso’ de Igor Kannário em questões de prova

(Foto: Paulo Marconi /
Arquivo Pessoal)

O professor de sociologia Paulo Marconi Nunes, do Colégio Estadual Júlio Vírgínio de Santana, na região de Mar Grande, no município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, elaborou uma prova contendo questões relacionadas ao hit “Tudo nosso e nada deles”, do cantor Igor Kannário.

Dentre as questões propostas para os estudantes, estava a interpretação de trechos da canção. “Na sua opinião, o que vem a ser: ‘Não bata de frente não, você sabe qual é meu plantão. O bonde é pesado, fique ligado. Quando eu passar você vai ver’?”, pedia uma das questões. Ele também tentou levar os alunos a pensarem no significado de algumas gírias usadas na canção como: barril, tá ligado, cole com a gente, chapa quente.

O educador também utilizou a letra da música para fazer com que os alunos refletissem sobre o dia a dia das periferias. “Por que essa música fez tanto sucesso na periferia e nos lugares mais pobres da cidade de Salvador?” e “Por que muitos moradores das periferias chamam Igor Kannário de o ‘Príncipe dos Guetos?’ Seria ele um representante dessa parte excluída da sociedade?”, dizia outra pergunta.

Foto: Paulo Marconi / Arquivo Pessoal

Em entrevista ao G1, Marconi explicou que a música faz parte do dia a dia dos estudantes e dialoga com importantes questões sociais. “Sabemos que a segregação socioespacial é muito forte na cidade de Salvador, sendo esta, também, uma segregação étnico-racial, onde a exclusão social cria modelos arbitrários para uma significativa parcela formada majoritariamente pela população negra”, comenta.

Ele ainda afirmou que ficou surpreso com o resultado das provas. “Foi muito interessante e, ao mesmo tempo, polêmico. Senti nos depoimentos apresentados que muitos estavam realmente trazendo o seu cotidiano para a sala de aula, usando até mesmo uma linguagem bem característica de muitos jovens nas tão famosas redes sociais que fazem parte do cotidiano da maioria. Do ponto de vista pedagógico, foi surpreendente“, contou.

Paulo Marconi tem 50 anos de idade e 27 como professor. Ele é geógrafo de formação pela Universidade Federal da Paraíba (João Pessoa), com complementação na Universidade Federal da Bahia/Salvador, tendo pós-graduações nas áreas de Sociologia, Geografia Física e Educação Ambiental. As informações são do G1.

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Postado em: 27/03/2015 – 13:48

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