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quinta-feira, agosto 18, 2022

Funcionarios Dos Correios Entram Em Greve Por Tempo Indeterminado Na Bahia

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Funcionários dos Correios entram em greve por tempo indeterminado na Bahia

Durante assembleia realizada na Praça da Inglaterra, no Comércio, os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) decidiram entrar em greve a partir desta quarta-feira (18/3) por tempo indeterminado na Bahia.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos no Estado da Bahia (Sincotelba), a greve foi deflagrada por causa de uma suposta ameaça de privatização e sucessiva redução de direitos dos funcionários da empresa. “Os Correios estão passando por todo um processo de reestruturação sem que haja a participação dos trabalhadores. Além disso, há uma precarização dos serviços em todo o estado”, disse.

O presidente da Sincotelba citou que dentre as insatisfações dos trabalhadores existe a aprovação de uma medida, válida a partir de abril deste ano, que prevê o aumento no desconto salarial referente ao fundo de pensão, de 3,94% para 25,98%. “Descobriram um rombo no fundo e agora querem penalizar os trabalhadores”, afirmou.

O sindicato espera que 60% a 70% dos funcionários dos Correios parem as atividades na Bahia. A categoria está convocando os demais funcionários para aderirem ao movimento e anunciou uma passeata da Praça do Campo Grande à Praça Castro Alves em Salvador, a partir das 15h30.

Privatização

Em nota divulga à imprensa, os Correios afirmam que não existe projeto de privatização da empresa e que o seu capital permanece 100% estatal. A empresa ressalta que existe um projeto de reestruturação que faz parte do do processo de revitalização e fortalecimento da empresa, com base na legislação, e visa diversificar sua área de atuação, rentabilizar a estrutura existente e garantir a sustentabilidade da empresa.

“Atualmente estão em andamento projetos para criação de empresas para atuar nos segmentos financeiro, de comunicação digital e de logística integrada. Essas instituições serão administradas pela CorreiosPar – subsidiária de capital 100% estatal – em um modelo de administração que já é adotado hoje por empresas públicas brasileiras”, informa a nota.

Os Correios também apontam que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que durante a greve seja mantido o efetivo mínimo de 80% em cada uma das unidades nas bases de atuação, como também se abstenham de impedir o livre trânsito de bens, pessoas e carga postal em todas as unidades localizadas nas suas bases territoriais.

A Sincotelba informou que não recebeu nenhuma notificação do TST sobre a decisão. O descumprimento da medida prevê multa diária de R$ 100 mil.

A estatal afirmou que considera a greve sem justificativa plausível, já que os assuntos não afetam os interesses dos trabalhadores. “A empresa considera o movimento injustificado, já que todas as reivindicações estão sendo negociadas com representantes dos trabalhadores em reuniões mensais do Sistema Nacional de Negociação Permanente dos Correios e, em alguns casos, até mesmo com mediação do TST”, defendeu os Correios.

Mobilização nacional

De acordo com os Correios, dentre os 36 sindicatos da empresa em todo o Brasil, 15 sindicatos, localizados em 12 estados, anunciaram realização de assembleias para deflagração de paralisação. As informações são do G1.

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Postado em: 18/03/2015 – 12:22

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