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domingo, agosto 14, 2022

Boatos fazem PSDB solicitar auditoria das urnas eletrônicas; Entenda

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Boatos fazem PSDB solicitar auditoria das urnas eletrônicas; Entenda

O PSDB abriu um protocolo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira (30/10), solicitando uma auditoria especial para averiguar o resultado das eleições presidenciais deste ano. A diferença entre Aécio Neves (PSDB), que ficou em segundo lugar, para a candidata petista Dilma Rousseff foi de apenas 3,28 pontos percentuais.

Na petição, o coordenador jurídico do partido, deputado Carlos Sampaio (SP), justifica o pedido por haver “uma somatória de denúncias e desconfianças por parte da população brasileira”, devido o resultado das eleições só ter sido divulgado após a apuração no estado do Acre. “O aguardo do encerramento da votação no Estado do Acre, com uma diferença de três horas para os Estados que acompanham o horário de Brasília, enquanto já se procedia a apuração nas demais unidades da federação, com a revelação, às 20h00 do dia 26 de outubro, de um resultado já definido e com pequena margem de diferença são elementos que acabaram por fomentar, ainda mais, as desconfianças que imperam no seio da sociedade brasileira”, afirmou o deputado.

O partido solicitou ao TSE que uma auditoria seja feita nos sistemas de votação e de totalização dos votos, por uma comissão de especialistas formada a partir de representantes indicados pelos partidos políticos.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e um dos coordenadores da campanha da presidenta Dilma, Miguel Rossetto (PT), afirmou que o pedido de auditoria feito pelo PSDB é “inacreditável e vergonhoso”. “O PSDB insulta a democracia e o povo brasileiro”, considerou. O deputado Arlindo Chinaglia (SP), em comentário realizado para o jornal O Estado de S. Paulo, classificou a atitude do PSDB como “lamentável” e baseada em boatos. “Se não apresenta prova e se orienta por boato, o partido desrespeita o TSE. Uma representação dessa é negar a lisura dos ministros do TSE”, afirmou Chinaglia.

Boatos nas Redes Sociais

Os boatos a que se referem os petistas e tucanos surgiram na internet logo após o resultado das eleições. Algumas pessoas começaram a levantar dúvidas sobre o motivo de ter esperado a votação no Acre terminar para que se pudesse revelar o resultado das eleições. Além disso, começaram a surgir algumas imagens de possíveis fraudes nas urnas eletrônicas.

O presidente de mesa numa seção do Mackenzie, escola do bairro de Higienópolis, em São Paulo, divulgou um comunicado em seu perfil que foi orientado a não lacrar o disquete da urna.

Outro caso de maior repercussão foi a imagem de um recibo que apontava que uma urna eletrônica zerada já contabilizava 400 votos para Dilma. A equipe do Boatos.org desmentiu a informação comprovando que a imagem foi fraudada e que na seção, cujo código de correspondência foi usado na imagem forjada com 400 votos para a Dilma, quem ganhou foi o Aécio. (Veja mais aqui).

A urna eletrônica pode ser fraudada?

Apesar destes boatos que inundaram as redes sociais serem considerados mentirosos, as urnas eletrônicas podem ser alvo de fraude. Segundo especialistas ouvidos pelo portal Uol, a urna eletrônica usada no Brasil está sujeita a fraudes internas e externas. Em 2012, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) promoveu um teste público com uma equipe de especialistas em computação da UNB (Universidade de Brasília), que descobriu uma brecha no sistema de segurança.

 Através da quebra do sugilo das urnas, o grupo conseguiu desembaralhar a ordem dos votos na simulação. Para Diego Aranha, líder do grupo de especialistas que encontrou uma brecha na urna, “há o perigo constante de fraude em larga escala via software e sem possibilidade de detecção. Uma fraude sofisticada pode inclusive eliminar os próprios rastros, tornando-se indetectável até em uma auditoria posterior nas memórias internas dos equipamentos.” Ou seja, as urnas podem ser fraudadas e nós podemos nunca ficar sabendo que isso aconteceu. Isso porque no Brasil não há validação do voto impresso.

Na Argentina e em regiões dos Estados Unidos, utiliza-de o modelo E2E (End-to-End auditability), que utiliza os votos eletrônicos e digitais. Quando o eleitor realiza o voto eletrônico a máquina imprime um papel com o voto e um chip onde fica registrado o voto eletrônico. O equilíbrio entre as duas tecnologias (impressa e digital) é apontado pelos especialistas como solução para diminuir os riscos de fraudes nas eleições brasileiras.

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Última atualização: 10/31/2014 ás 12:27 PM

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