Atualizado em: 05/01/2017 18:41

Inveja de amigos nas redes sociais faz pessoas se sentirem deprimidas, aponta estudo

As redes sociais começaram como uma forma de ficar em contato com amigos e compartilhar momentos felizes. Porém, os resultados do estudo mais recente da Kaspersky Lab indicam que, atualmente, as mídias sociais causam sentimentos negativos em muitas pessoas. O desejo de receber curtidas e não receber o número que se imaginava em uma postagem é o que mais faz com que a maioria das pessoas se sinta deprimida ou descontente, e 42% dizem sentir inveja quando seus amigos ganham mais curtidas que elas. Além disso, a pesquisa mostra que as pessoas invejam as vidas aparentemente mais divertidas de seus amigos nas mídias sociais.

Foto: Reprodução

Em uma pesquisa com 16.750 pessoas do mundo inteiro, a Kaspersky Lab revelou a frustração causada pelas mídias sociais. Muitas vezes, depois de passar algum tempo nas redes sociais, as pessoas vivenciam emoções negativas geradas por diversos fatores que prevalecem sobre seus efeitos positivos.

Os usuários acessam as redes sociais por motivos benéficos e para se sentir bem. A maioria das pessoas (65%) usa as redes sociais para manter o contato com amigos e colegas, e para ver postagens divertidas e curiosas (60%). As pessoas também dedicam um tempo significativo para criar um perfil digital e preenchê-lo com todos os tipos de histórias positivas, postando coisas que as façam sorrir (61%) e contando nas redes sobre tudo de bom que estão fazendo em seus momentos de folga e suas férias (43%).

Embora seja compreensível que 72% das pessoas se incomode com a publicidade, que tornou-se extremamente invasiva e interrompe a comunicação online, os motivos de frustração são mais profundos. Apesar do desejo de sentir-se bem com a interação nas mídias sociais, quando as pessoas veem as postagens felizes de seus amigos sobre suas férias, atividades e festas, muitas vezes elas têm a sensação amarga de que as outras pessoas aproveitam a vida melhor que elas.

Por exemplo, 59% já se sentiram descontentes ao ver postagens de amigos em uma festa para a qual não foram convidadas, e 45% confessaram que as fotos das férias felizes de seus amigos tiveram uma influência negativa sobre elas. Além disso, 37% também admitiram que, ao examinar suas próprias postagens antigas e felizes, tiveram a sensação de que seu passado foi melhor que o presente.

Uma pesquisa anterior também demonstrou a frustração das pessoas com as redes sociais. Nela, 78% dos usuários admitiram já ter pensado na possibilidade de abandoná-las completamente. A única coisa que faz as pessoas permanecerem nas mídias sociais é o medo de perder suas recordações digitais, como as fotos, e o contato com os amigos. Talvez seja difícil resolver a questão do contato com amigos, mas a Kaspersky Lab está trabalhando em uma solução para ajudar as pessoas a guardar suas lembranças digitais.

“Nossa relação com as mídias sociais tornou-se um círculo vicioso. Queremos entrar em nossas redes sociais favoritas para contar a todos os nossos contatos sobre as coisas legais que estamos fazendo; isso traz uma sensação boa”, diz Evgeny Chereshnev, chefe de mídias sociais da Kaspersky Lab. “Porém, na realidade, todos estamos fazendo as mesmas coisas. Então, quando acessamos as mídias sociais, somos bombardeados com imagens e postagens de nossos amigos se divertindo. E parece que estão aproveitando a vida melhor que nós. É fácil entender por que isso faz as pessoas se sentirem deprimidas e porque tantas pessoas pensam na possibilidade de abandonar totalmente as redes sociais. A dificuldade é que elas acham que estão presas, pois têm inúmeras recordações preciosas armazenadas nas mídias sociais e não querem perder o acesso a elas.”

Para que as pessoas possam decidir com mais liberdade se desejam permanecer nas redes sociais ou abandoná-las sem perder suas lembranças digitais, a Kaspersky Lab está desenvolvendo um novo aplicativo, o FFForget, que possibilitará o backup de todas as recordações dos usuários nas redes sociais que utilizam e seu armazenamento em um contêiner de memórias criptografado e seguro. Assim, as pessoas poderão sair de qualquer rede livremente quando quiserem, sem perder o que pertence a elas: suas vidas digitais.

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