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Conselho do Bahia aprova autorização de empréstimo de R$ 17 milhões

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O Conselho Deliberativo do Bahia aprovou, na noite desta terça-feira, o pedido de autorização da diretoria para buscar um empréstimo de R$ 17 milhões. Foram 42 votos a favor da autorização, 24 contrários e 6 aprovaram de forma parcial. De acordo com a atual gestão, o possível empréstimo será utilizado para honrar os compromissos firmados pelo acordo da Cidade Tricolor.

Na noite da última segunda, o vice-presidente, Pedro Henriques, concedeu entrevista ao Programa do Esquadrão e esclareceu os motivos que levaram à reunião do Conselho. Segundo ele, a diretoria já havia previsto a necessidade deste empréstimo em orçamento apresentado no mês de dezembro do ano passado, devido à realização de investimentos para aumentar o patrimônio tricolor. Trata-se, então, de tentar tornar responsáveis as tratativas financeiras do Esquadrão.

– É importante esclarecer que, desde dezembro, a diretoria apresentou um orçamento, que previa gastos, respeitando o plano de gestão escolhido pelos sócios, tudo que vem sendo combinado. Na apresentação deste orçamento, havia a previsão de um déficit de R$ 17 milhões e da necessidade de um empréstimo ou um adiantamento. Hoje o Bahia tem receita prevista, e isso vem se realizando, de R$ 99 milhões para os investimentos, para recuperar patrimônio, dar a manutenção adequada, investir no time, criar novos patrimônios, como uma base na Arena Fonte Nova, uma loja na Arena Fonte Nova, uma central de sócios na Arena Fonte Nova, todos os investimentos previstos no orçamento – afirmou Henriques.

O vice-presidente destacou que o clube não trabalha apenas com a possibilidade do empréstimo, mas atua também para gerar novas fontes de receita. De acordo com o dirigente, o Bahia tem dinheiro em caixa atualmente, mas tem em vista a concretização do orçamento apresentado no fim do ano passado e não pretende se enrolar entre pagamento de débitos e contração de novas dívidas.

– Nós previmos gastos maiores que R$ 99 milhões, de R$ 115, R$ 116 milhões. Para não ter problemas de caixa ao longo do ano, a gente precisa criar novas receitas. Ou por meio de patrocinador ou venda de atletas, talvez com dinheiro de direitos de TV. A gente só vendeu a TV fechada. Existem possibilidades. Entretanto, uma diretoria de gestão responsável, precisa se planejar para eventualidades, tendo em vista que já havíamos previsto um déficit e a possibilidade de empréstimo. (…) Hoje, efetivamente, o Bahia tem dinheiro em caixa. O Bahia não vai pegar esse empréstimo imediatamente, mas já se começa a trabalhar para viabilizar a melhor negociação possível para ter a menor sobretaxa, os menores juros… Eventualmente, caso sejam confirmadas as previsões do orçamento, o Bahia vai ter um déficit neste ano, principalmente porque estamos investindo na recuperação de patrimônio do clube – explicou.

No meio desses investimentos, o dinheiro deve ser utilizado também para dar fim às negociações que envolvem a Cidade Tricolor e o Fazendão. No fim do ano passado, o Bahia, a OAS e a instituição financeira Planner, que representa três bancos não revelados, assinaram um acordoque devolve o Fazendão ao clube e dá, também, os direitos do novo centro de treinamento e do terreno Vale das Margaridas, no bairro de Itinga, na cidade de Lauro de Freitas.

Como contrapartida, o Bahia terá que pagar, em juízo, R$ 6,8 milhões à Planner, além de realizar um pagamento em Transcons. Não há uma definição, contudo, sobre o destino que será dado aos equipamentos. Depois que garantir a propriedade dos três, o Bahia vai decidir se fica com eles ou vende algum. Quando da assinatura do acordo com a prefeitura para receber os Transcons (Transferência do Direito de Construir) relativos à desapropriação da sede de praia, na Boca do Rio, ainda no ano de 2015, o presidente Marcelo Sant’Ana avaliou que o clube não teria condições financeiras de ficar com o Fazendão e com a Cidade Tricolor.

Via GEsporte

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