sex. jul 10th, 2020

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Diante de tanto preconceito lei traz reflexão sobre empoderamento do cabelo crespo

Foto: Bruno Wendel/CORREIO

A lei nº 9.194/2017 partiu de proposição do então vereador Euvaldo Jorge (PPS), em agosto de 2016. Na ocasião, o parlamentar afirmou que a iniciativa visava empoderar as pessoas que usam cabelos crespos. “Bem como elevar a autoestima daqueles que por ventura se sintam inferiorizados, conscientizando-os de que todos são iguais e, portanto, são livres na forma de agir e de se apresentar perante a sociedade”, escreveu em sua justificativa.

Esse ano o tema voltou a ser falado após o caso do Policial Militar que insultou um jovem por conta do seu cabelo. No vídeo o PM agride um jovem enquanto profere palavras racistas. “Você para mim é ladrão, você é vagabundo. Olha essa desgraça desse cabelo aqui. Tire aí vá, essa desgraça desse cabelo aqui. Você é o quê? Você é trabalhador, viado? É?”, gritava o policial no vídeo.

Procurado Euvaldo Jorge, autor da lei, falou sobre a importância da lei.

“A gente sempre acredita na liberdade de poder usar, não só o cabelo, mas todo o estilo que o ser humano achar que se identifique. É uma questão de liberdade pessoal e discriminar alguém pelo uso de um penteado ou uma roupa é algo extremamente maldoso. Esse policial que cometeu esse crime bárbaro deve ser expulso da corporação, pessoas com esse tipo de atitude não podem defender o cidadão nas ruas”.

O policial militar que agrediu o adolescente, já foi afastado das ruas mas continua ligado a instituição.